quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

John Frusciante e seus interesses musicais distintos.



"When I quit the band, over a year ago, we were on an indefinite hiatus. There was no drama or anger involved, and the other guys were very understanding. They are supportive of my doing whatever makes me happy and that goes both ways.
To put it simply, my musical interests have led me in a different direction. Upon rejoining, and throughout my time in the band, I was very excited about exploring the musical possibilities inherent in a rock band, and doing so with those people in particular. A couple of years ago, I began to feel that same excitement again, but this time it was about making a different kind of music, alone, and being my own engineer.
I really love the band and what we did. I understand and value that my work with them means a lot to many people, but I have to follow my interests. For me, art has never been something done out of a sense of duty. It is something I do because it is really fun, exciting, and interesting. Over the last 12 years, I have changed, as a person and artist, to such a degree that to do further work along the lines I did with the band would be to go against my own nature.  There was no choice involved in this decision. I simply have to be what I am, and have to do what I must do.
Sending love and gratitude to you all.
:-) "

Sem saber muito o que achar disso tudo. Ao mesmo tempo que estou decepcionada com o John, to fazendo o possível pra conseguir compreender as pensamentos e sentimentos peculiares dele. Desejando o melhor ao melhor guitarrista do mundo, o cara com mais feeling entre todos. E quem discorda, cala a boca agora e vai encher outra pessoa.
Porém, demorar quase um ano pra avisar isso meu? Se foder hein.


Preferi não usar esse vídeo ontem tava sentindo que ele ficaria mais apropriado num segundo post sobre o John.

And maybe if I call everyday you come back to stay? Oh...maybe.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

John Anthony 'Motherfucker' Frusciante!



Mais uma vez boatozinhos sobre a saída do John Frusciante do Red Hot Chili Peppers. E todas as vezes que eles surgem eu fico bem apreensiva. Amo RHCP, mas pra mim sem o John não existe. Primeiro por que o Hillel ta morto e segundo por que eu odeio o Navarro, e provavelmente irei odiar qualquer outro cara que ocupar o lugar do John.
Eu acho de longe o John mais genial...e gosto bastante do lance solo dele. Não adoooro tudo, mas grande parte acho bem inspirador e resumidamente bom. Ele sempre conciliou tudo muito bem, então esse não deve ser o motivo da saída (se é que ele realmente saiu). Falam de uma possível estafa desse lance do business, de volta a drogas (o que duvido até a morte)...e não falam nada e simplesmente anunciam. Enfim o que eu sei é o que está nesse site que é o Red Hot Chili Peppers Brasil e que na verdade não é muito, só suspeitas de uma fonte próxima...essas besteiras.

 Parece que John Frusciante não está mais trabalhando com os Red Hot Chili Peppers – diz uma fonte próxima a banda, em entrevista exclusiva ao site MusicRadar.
“Josh Klinghoffer está tocando com o grupo há alguns meses” diz a fonte. “Otimistas, os Peppers estão tentando fechar um subsituto para John, que aparentemente saiu.”
“Mentalmente, John saiu há muito tempo atrás. Ele está interessado em fazer suas coisas, seus próprios álbuns – a grande máquina do rock’n’roll já não o atrai mais.”
A notícia de que John saiu não é tão surpreendente. Durante uma
entrevista com o MusicRadar nesse ano
, o guitarrista ficou sem palavras durante uma pergunta rotineira sobre o status da banda. Ele pausou por quase 30 segundos (depois editados) antes de dizer secamente que os Peppers “não tinham planos”.
Frusciante também se recusou a ser apresentado como ‘guitarrista dos Red Hot Chili Peppers’ preferindo ser chamado, simplesmente, de ‘guitarrista’.

Frusciante já saiu antes
Esta não seria a primeira vez que Frusciante sai da banda. Confuso com o sucesso de Blood Sugar Sex Magik, ele saiu em 1992 e caiu no vício da heroína, como todos já sabem. Depois de largar as drogas, ele voltou à banda em 1999 para o álbum Californication (o grupo havia demitido seu substituto, Dave Navarro, um ano antes).
Ainda assim, a última década não foi fácil para Frusciante. Extremamente reservado, ele fez várias gravações solo experimentais e introspectivas – um grande contraste com sua vida nos Chili Peppers. Rumores sobre seu comprometimento com a banda ressurgiram no mês passado quando, durante uma entrevista concedida a Classic Rock Magazine, o baterista Chad Smith, respondendo a uma pergunta sobre o envolvimento de Frusciante, disse: “Bom, agora eu não posso falar nisso. Mandaram eu ficar longe das perguntas sobre o John.”

Klinghoffer é um dos bons músicos de Los Angeles
Estranhamente, Klinghoffer não é só amigo dos Chili Peppers, mas também do Frusciante. “Josh já estava no radar de todoshpa um bom tempo,” diz a fonte. “Ele é extremamente popular no círculo de músicos de Los Angeles.”
“O que a banda terá que considerar agora é: Josh consegue escrever boas canções? Ele pode ajudar a dar um empurrão na banda? Todos sabem que ele toca bem, mas os Peppers precisam de alguém que possa entrar com um material incrível e fazê-los trabalhar novamente.”

Eu prefiro deixar que algum membro da banda se pronuncie. Mesmo morrendo de medo que isso aconteça. E seguir a máxima do Chapolin "não priemos canico!"
Enquanto isso ouçam a parte da discografia do Chili Peppers com o John.
Juro que to bem triste com a notícia, mesmo tendo esperança de que seja apenas mais um boato, e sem muita paciencia pra procurar links dos downloads e tals. Mais tarde eu tento ver isso.


E isso aqui é pra morrer de saudade do John de vez.



Isso o que eu perdi em 2002. E preciso muito ver. Com a melhor formação de todas.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Gene Tierney

Tá aí...a mais bela de todas:


Gene Eliza Tierney NYC 20/11/1920 - Houston 06/11/1991

Filmografia:


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Smart is the new sexy!




Big Bang Theory atualmente é o seriado mais imperdível pra mim. Empatando com Californication, que só se mantém intocável em primeiro lugar pela trilha sonora e as evidentes referências ao Buk.
A série é dos mesmo produtor executivo de Two and a half men, o Chuck Lorre, coisa que todos já sabem, e tão apaixonante quanto. O problema de Two and a half é que já está muito saturada e ficando cada dia mais sem graça. O Charlie morrendo de amores por uma chata e querendo casar, pra mim não rola.
Enfim, BBT está apenas na terceira temporada, com um tema pouco visto em séries e um assunto que eu sempre gostei muito, os nerds.
E o mais foda nisso tudo é que os personagens apesar de excêntricos, são tão reais, te juro que conheço um Sheldon, vários Howards, Pennys então, nem se fala.

E o Sheldon é o cara mais engraçado de todos os tempos em uma série de tv. Sérissimo isso. Nunca ri tanto com nenhum outro personagem na minha vida!
Principalmente nesse capítulo aí, da segunda temporada:
 

Vale total a pena baixar todas as temporadas e assistir desde o começo. Na Warner, aqui no Brasil, ta no meio da terceira temporada. Clicando aqui você acha disponíveis todas as temporadas pra dowload.

O figurino da série é inacreditável. As roupas do Howard e Raj são dignas de muitas risadas. E as camisetas do Sheldon viraram meio que febre pros adoradores de BBT (MUITOS nerds amam a série. Pode acreditar, conheço vários), tem até um site que vende réplicas das mesmas peças que ele usa na série: Sheldon Shirts.
sem falar nas dezenas de sites que você encontra por aí vendendo camisetas e acessórios pro seu geek way of life, tipo esse: Think Geek.

Pra terminar a Sheldon Quote do dia:
Sheldon: Leonard, you may be right. It appears that Penny secretly wants you in her life in a very intimate and carnal fashion.
Leonard: You really think so?
Sheldon: Of course not. Even in my sleep-deprived state, I've managed to pull off another one of my classic pranks. BAZINGA!

ps- O cara que intérpreta o Sheldon é o Jim Parsons, que na vida real...é bem bonitinho viu. (momento futilidade sim sr.). Olha ai:

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre como John Lennon explica minha vida.



Beatles é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. E na minha visão, que já aconteceu com o todo o rock and roll. E há 29 anos o mais Beatle de todos, o John, foi assassinado por um filho da puta de um nerds louco desvairado.
Pra mim esse é mais um daqueles lances que você passa sua vida tentando entender, aí se coloca na situação, le e assiste sobre, mas não sai do ponto inicial.

John Lennon é a coisa que mais me lembra minha mãe no mundo, e minha mãe é uma das únicas pessoas que associo a esse sentimento bonito que as pessoas tem em relação as suas famílias e tal. Então essa data serve pra me deixar mais triste ainda e nostálgica do que se fosse nascida e adulta naquela época.
Como era minha mãe. Que ficou depressiva 3 dias seguidos e não conseguia ir trabalhar quando soube da morte do John. E eu lembro exatamente da voz dela me contando isso, do cheirinho de mato das estradas do interior e da fitinha K7 tocando no Fusquinha branco uma seleção de músicas do Lennon e Beatles que minha mãe fez...eu lembro também que ela adorava fazer esses Best of tal Cara by Ivonete. E nos natais...ela abrindo uma Skol, temperando e cozinhando mil coisas pra ceia e colocando pra tocar Happy Xmas (The War is Over) e me falando das versões em português, da coleção de revistas dos Beatles que ela tinha (que hoje são minhas), e me explicando exatamente o porquê do ódio mortal pela Yoko Ono. Tornando minha infância bem mais feliz, por me fazer acreditar que eu dividia com o Julian a "Hey Jude", e que o Paul a tinha feito pra nós dois.

Sou exatamente aquele tipo de pessoa que liga música, filme, banda à acontecimentos, pessoas e sentimentos. Vem desse lance da minha personalidade uns amores estranhos que eu desenvolvo por umas coisas inusitadas.
Mas meu amor por Beatles não é uma coisa inusitada. Por que essa banda explica minha vida. Como a de muita gente. E essa banda me liga diretamente à pessoa mais importante pra mim do mundo, minha mãe. Principalmente o John.
Então passo essa terça feira tentando mais uma vez entender o assassinato do gênio e ouvindo a mesma seleção da fitinha K7 da minha mãe (claro que eu lembro de cor, e fiz um playlist idêntico). E vai ser foda hein, lembrar minha mãe quando ela chegar o que aconteceu há 27 anos, te juro que ela ainda tem umas deprezinhas por causa disso as vezes. Eu tenho sempre. Passa né...pras gerações.

A preferida da minha mãe:


E a minha preferida:


"People say I'm crazy doing what I'm doing
Well they give me all kinds of warnings to save me from ruin
When I say that I'm o.k. well they look at me kind of strange
Surely you're not happy now you no longer play the game
People say I'm lazy dreaming my life away
Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
When I tell them that I'm doing fine watching shadows on the wall
Don't you miss the big time boy you're no longer on the ball

I'm just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go

Ah, people asks me questions lost in confusion
Well I tell them there's no problem, only solutions
Well they shake their heads and they look at me as if I've lost my mind
I tell them there's no hurry
I'm just sitting here doing time..."


 Pra lembrar do John feliz da vida por estar no Beatles:


Primeiro filme da banda lançado em 1964
junto com o álbum (fantástico) do mesmo nome.




Pra tentar entender o que aconteceu no fim de semana de 8/12/1980:




Filme de 2007 com o galã dos lado B, Jared Leto,
uns quilos mais gordo mostrando toda falta de noção do Chapman.






Não vou disponibilizar o playlist da minha mãe. Odeio compartilhar coisas muito pessoais. Mas esse Greatest é muito bom, na minha modesta opinião:












Ps - INSTANT KARMA IS GONNA GET YOU.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Stoned - Jones&Pallenberg&Richards

 Monet Mazur e Leo Gregory como Pallenberg e Jones respectivamente.

Há poucas semanas assisti Stoned, lançado em 2005 (site oficial), o filme que conta a história do Brian Jones na época de fundador do Stones e depois disso, o tempo que passou em reclusão, apenas na companhia de um funcionário (o mesmo que depois de décadas assumiu o assassinato do cara) e uma namorada. E bem as vezes. Pior que a reclusão, é o "feeling" que todo mundo daquele role tinha/tem sobre a obsessão que Jones nutria pela Anita Pallenberg. Primeira namorada, ícone fashion e de beleza, inspiradora de diversas canções (maravilhosas, diga-se de passagem) do Stones, posteriormente namorada do Keith e casinho do Mick.

E por essas, e algumas outras, Anita é considerada uma das groupies mais famosas de todos os tempos. De forma alguma considero groupie um termo pejorativo. Aliás gosto muito dessa parte da história do rock, acho mesmo as groupies fundamentais em algumas ocasiões, ou pelo menos adicionaram um pouco de sacanagem e falta de moralismo...e as melhores (amantes da música e não dos homens que a fazem) conseguiram ser inspiradoras e estabeleceram padrões em vários sentidos. Como eu disse antes, foi o caso da Anita. O que eu quero dizer, e certamente eu enrolei bastante pra conseguir, é que Anita foi muito mais que uma sem noção na busca incessante de caras com guitarras e letras geniais em suas cabeças.

Começa que ela é italiana e isso já é um motivo pra ser a mais elegante de todos os tempos. Outro motivo é que durante a infancia a menina era "a nerd", mesmo. Poliglota, estudou diversas áreas e claro, linda e espirituosa que só ela, ouviu de alguém que daria uma boa atriz/modelo/cantora/etc.

Acontece que em determinada data conheceu Jones, os dois se indentificaram de cara (diz a lenda que Jones só namorava mulheres extremamente parecidas com ele, isso não era tipo uma regra, era mais uma coisa involuntária). E aí que os mais ciumentinhos e defensores do Brian dizem que Anita destruiu a vida do cara. Ela já era chegada em LSD  e apresentou a maravilha pra ele, e os dois compartilhavam o (bom) gosto por moda, jóias...artigos caros e luxuosos. E que o Brian sempre andou vestido como um rei milionário psicodélico não é duvida pra ninguém.


Jones&Pallenberg

 
Anita e seus momentos fashion icon. 
Os chapéus, os tecidos, o caimento na silhueta perfeita e o corte de cabelo...tudo muito sensacional.

Anita&Keith. 
Mais drogas impossível. Ou não.

Depois de diversos episódios estranhos e desagradaveis, Anita e Keith finalmente ficaram juntos, Brian foi demitido do Stones e estava meio que caminhando para uma falência. E nessa época foi a hora que se estabeleceu a loucura geral pra todo mundo. Anita e Keith participaram de vários episódios estranhos, Brian desenvolvia cada vez mais a faceta "genio do rock-isolado-deprimido-drogado". E é assassinado afogado na piscina de sua casa. O estranho é que as investigações foram fechadas como "morte acidental", e nem tinham níveis elevados de droga/álcool que justificasse isso. E apenas em 2003 o filho da puta do empreiteiro em seu leito de morte admitiu que afogou sim o king.

Os motivos que o levaram a isso, se tinha motivos, estão lá no filme, e com uma boa pesquisa na internet é possível achar também e se você for mais entusiasta do cinema do que dos Stones, recomendo a internet. Os díálogos são fracos, o roteiro um pouco mal desenvolvido, os atores bem mais ou menos. Mas o figurino e a fotografia achei excepcionais. E depois da morte de Brian o filme até atinge um grau poético. E o último diálogo estabelece o resumo filosófico do filme (se é que isso existe).

Brian Jones: Thanks for making a marytr of me. If it wasn't for you i'd still be alive and, no one would care.
Tom Keylock: You know that isn't true. It was you screwing with Frank's head what did it, because you had nothing better to do. But you did know her...
Brian Jones: Anita.
Tom Keylock: You just had to go and screw it up, didn't ya? Your problem is, you were never happy - even Frank was happy.
Brian Jones: You're wrong you know Tom. I was happy, somewhere in the middle there. The thing with happiness was... It was boring.

A soundtrack, claro é ótima e tem esse som do Stones que eu amo Not fade away (no filme com preformance da A Band of Bees).
(juro que não consigo achar pra download, mas vou continuar procurando):
01. Little Red Rooster - The Counterfeit Stones
02. Stop Breaking Down - A Band of Bees
03. Lazy Sunday - The Small Faces
04. White Rabbit - Jefferson Airplane
05. Paper Sun - Traffic
06. Devil in Me - 22-20s
07. Love in Vain - Haley Glennie-Smith
08. Brian’s Joint - David Arnold
09. Ballad of a Thin Man - Kula Shaker
10. Out of Control - David Arnold
11. Come on in my Kitchen - Haley Glennie-Smith
12. The Last Time - A Band of Bees
13. Pool Fight - David Arnold
14. Love in Vain - Paul Butler and Little Barrie
15. Angel/Devil - David Arnold
16. Not Fade Away - A Band of Bees
17. Time is on my Side - A Band of Bees
18. Stop Breakin’ Down Blues - Robert Johnson

Pra fazer o download do filme: 
Parte 1 / Parte 2