quinta-feira, 24 de junho de 2010

she gives a smile when the pain comes…

 

“O prazer é a única coisa merecedora de que se lhe dedique uma teoria"
Oscar Wilde.

Vou além e digo que o prazer é a única coisa merecedora de que se dedique uma vida.
Essa auto-piedade e auto-destruição que se acumulam feito uma bola de neve em direção ao abismo são características minhas. Infelizmente não consigo mudar. Não tento. Nem sei se quero.
A auto-piedade, bem ou mal, me faz escrever. Não aprecio o resultado final, mas está ali, escrito. E a sensação de missão cumprida me dá um prazer imenso.
Auto-destruição é algo mais complexo, e tento não parar por muito tempo tentando entender. Sei que a noite estou bem. Pela manhã acordo um caco.
Álcool, rock and roll, a futilidade humana, a fumaça, as ruas… As consequencias de tudo isso junto são degradantes. Mas me faz sentir o sangue correndo por dentro. O prazer de não ter que se explicar, de não precisar parar, de dizer e não ser contrariado, de estar por você e com você numa aventura por aí, nem que seja até a esquina… Nesses momentos consigo agradecer por estar bem pra ver tanta merda. Nos momentos em que vejo tanta coisa maravilhosa. E agradeço mais ainda por conseguir discernir uma da outra, mesmo que as vezes escolha a merda e despreze a maravilha.
Escolher a tristeza, a solidão, a música que te faz chorar, a ressaca, o tênis furado em dia de chuva. Eu sou assim as vezes. Nos dias de dúvida e da vontade de me descobrir, de colocar a tona algo tão escondido, mas que externa tanta coisa ruim. Não faço isso sempre pra não me tornar um maldito de um clichê insuportável. Não que me importe com os outros, mas me poupando de mim mesmo.
Já que foram só 23 anos. Sei lá quantos virão. Não peço nada a ninguém que não consiga ver, tocar ou ouvir. Não desperdiço minha saliva com quem sequer se dê ao trabalho de responder. Por isso tenho medo da morte, tenho medo de deixar tudo isso sem ter visto tanta coisa que eu nem sei da existência. Mas graças a mim mesmo, a minha família e amigos no máximo, e não a nenhum deus, tudo que me aconteceu até agora me dá prazer. Morro de prazer com a minha nostalgia, por que nos meus parâmetros só o passado de alguns rockstars podem ter sido mais felizes que o meu.
Sim, pouco tempo. 23 anos. Alguém capaz de uma garantia de mais uma semana após essa?
Por essa e algumas outras, continuo com a busca implácavel pelo prazer, no seu modo mais simples de preferencia.

Um brinde com uma Heineken bem gelada a esses 23 anos de pura despretensão, e ao mesmo tempo com todos os sonhos do mundo.

She never mentions the word addiction
In certain company
Yes, she'll tell you she's an orphan
After you meet her family
She paints her eyes as black as night now
Pulls those shades down tight
Yeah, she gives a smile when the pain comes
The pain gonna make everything alright
Says she talks to angels,
They call her out by her name
Oh yeah, she talks to angels,
Says they call her out by her name
She keeps a lock of hair in her pocket
She wears a cross around her neck
Yes the hair is from a little boy
And the cross from someone she has not met
Not yet.
Says she talks to angels,
Says they all know her name
Oh yeah, she talks to angels,
Says they call her out by her name
She don't know no lovers
None that I've ever seen
Yes, to her that aint nothing
But to me it means, means everything
She paints her eyes as black as night now
She pulls those shades down tight
Oh yeah, theres a smile when the pain comes,
The pains gonna make everything alright, alright yeah
She talks to angels,
Says they call her out by her name
Oh yeah, yeah, angels
Call her out by her name.

terça-feira, 22 de junho de 2010

“Take all those memories and throw them in the fire…

And don't hurt yourself
Don't hurt yourself
Don't hurt yourself anymore.”

Aqueles dias em que tudo era poesia.
Em que as horas eram menos sufocantes.
Onde a esperança brotava com a maior facilidade possível, como as flores na primavera.
Nos deitamos ainda é botão e no amanhecer um pequeno milagre, desses que acontecem sempre e poucos se dão conta.
Consigo lembrar do vento arrepiando os poros, chegando como em ondas, embaraçando nossos cabelos. E a expressão idiota nas nossas faces, aquele tipo de expressão que só momentos de puro descompromisso permitem.

Citavamos Hemingway como explicação pra tudo. Pra tristeza repentina. Pro amor que nascia e morria. Pra noite estrelada. A juventude dispersa e atordoada. A chuva caindo, como se fosse durar eternamente. Pra aquilo entre nós.

Não consigo chamar o que vivemos de felicidade, pela situação que nos encontramos hoje, mas tenho um palpite de que estávamos bem próximos.

Incrível como um acontecimento tão natural pode tirar tanto de nossas vidas e nos mostrar que na realidade, somos propriedade e não os proprietários.

As vezes penso que estamos todos posicionados como peças em um jogo sádico e perverso.
Não sei se me desvencilhei do enredo ou se nunca conseguiram me encaixar em alguma função, propósito. Mas sempre tive a sensação que recebi recompensas muito cedo e antes de qualquer tipo de obrigação ou sofrimento.

Então esperei todas as flores murcharem, a brisa ser tomada por esse mormaço. Você partir. Esperei desde o memento que me deparei com você pela primeira vez e em todas as vezes seguintes.
Tragédia anunciada.
É isso que sensações muito boas por muito tempo significam pra mim.

Claro que as lembranças me dão algum conforto, consigo até reviver algumas sensações, te disse há pouco daquela brisa fresca, juro que até me arrepiei como se ela estivesse passando por mim novamente, por nós. Mas abro a janela e as árvores estão estáticas, olho ao redor e não te vejo saltitando e com o sorriso de sempre estampado, não te sinto me puxando pra vida e me mostrando o foco… E isso dói tanto que prefiro um passado que eu inventei e conto aqueles que acabei de conhecer. Invento uma outra pessoa. Por que você bem sabe, de nós dois eu sempre fui o mais covarde.

E até hoje me pergunto, de onde foi que você tirou tanta coragem pra me deixar, sabendo de todas as coisas que ficaram pendentes, por que queria que você fizesse parte, e que sem você eu  teria que lidar com elas sozinho? Pensando bem, o adjetivo covarde eu não me permito carregar mais.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

#musicmonday 7 – Marillion com Afraid of Sunlight.

Continuo não achando justo, mas consigo entender quando brigavam comigo por causa dessa banda.
Eu não suportava mesmo. E tinha ciúme dela.
É chato quando uma banda é mais importante, mas acontece.

Enfim, não consigo lembrar de como eu era nem o que pensava quando não gostava de Marillion.

Drive the road to your surrender
Time comes around... out of my hands
Small boats on the beach at the dead of night
Come and go before first light

Leave me running in the wheel
King of the world
How do you feel?
What is there to feel?

So how do we now come to be
Afraid of sunlight?
Tell me girl why you and me
Scared of sunlight?

Been in pain for so long
I can't even say what hurts anymore
I will leave you alone
I will deny
I will leave you to bleed
I will leave you with your life

So how do we now come to be
Afraid of sunlight?
Tell me girl why you and me
Scared of sunlight?

All your spirit rack abuses
Come to haunt you back by day
All your Byzantine excuses
Given time, given you away

Don't be surprised when daylight comes
To find that memory prick your thumbs
You'll tell them where we run to hide
I'm already dead
It's a matter of time

So how do we now come to be
Afraid of sunlight
How do we now come to be
Afraid of sunlight

Day-Glo Jesus on the dash
Chalk marks on the road ahead
Friendly fire in hostile waters
Keep the faith
Don't lose your head

So how do we now come to be?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Caindo aos pedaços.

Ter alguém pra conversar e nada a dizer.
Ter algo a dizer e não conseguir mover os lábios.
E a gente nessa distância e ao mesmo tempo tão próximos. Quão incoveniente essa vida ainda consegue ser?
Digo inconveniente, por que não consigo colocar um adjetivo como “injusta” nessa coisa tão subjetiva. A vida. E justiça, nada tem a ver com isso afinal.

O amargo na boca, o frio congelando as maçãs do rosto, a fumaça saindo dos carros e do meu pulmão, os desencontros noite afora.
E o desespero desses finais de semana tão vazios. E a ansiedade nessas semanas que não passam. Mesmo sabendo que toda essa situação dificilmente vai mudar sem que eu mova uma palha, continuo a espera de um milagre. Uma fagulha de vida. Um empurrão penhasco abaixo.

Tento dormir cedo, mas a insônia sempre me castiga. 3:07. Horário mais idiota pra perder o sono. Tomo uma dose ou duas. Escrevo algumas linhas. Penso na minha infância. Em você… Percebe? Não consigo nunca deixar de ser essa pessoa clichê. Que desgastante isso. Não sei se esses romances que tanto li me impressionaram de alguma forma… Se essa cidade tão cinza afetou meu humor. Tenho uma péssima memória pra fazer alguma comparação com aquilo que eu costumava ser.

Sei que caminho com cabelos desalinhados, roupas puídas pelo tempo e pelo descaso. Com uma covardia imensurável no coração. Olheiras profundas e essa palidez, que preocupam a minha mãe e tenho que admitir, a mim mesmo.

Enfim, não consigo achar o ponto em que o brilho nos olhos foi tomado por essa opacidade insuportável.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

80 anos de Clint Eastwood.

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“Go ahead, make my day”

50 anos de carreira.
70 filmes como ator.
30 como diretor e/ou produtor.
80 como o badass mais gente boa de todos os tempos.

Vida longa aos corajosos.
Congrats Clint.