segunda-feira, 30 de agosto de 2010

#musicmonday10–Peter Gabriel com Red Rain.

Pra lembrar dos dias de frio e da garoa interminável. De certeza de que estava perto de quem deveria estar. Perto de quem sempre conseguiu me oferecer os melhores abraços do mundo.

Red rain is coming down
Red rain
Red rain is pouring down
Pouring down all over me
I am standing up at the water’s edge in my dream
I cannot make a single sound as you scream
It can’t be that cold,the ground is still warm to touch
Hay ay ay we touch
This place is so quiet, sensing that storm
Well I’ve seen them, buried in a sheltered place in this town
They tell you that this rain can sting and look down
There is no blood around see no sign of pain
Hay ay ay no pain
Seeing no red at all, see no rain

Putting the pressure on much harder now
To return again and again
Just let the red rain splash you
Let the rain fall on your skin
I come to you defences down
With the trust of a child
Hayyy ay red rain coming down
Red rain
Red rain is pouring down
Pouring down all over me
And I can’t watch anymore
No more denial
It’s so hard to lay down in all of this
Red rain coming down
Red rain is pouring down
Red rain is coming down all over me
I see it
Red rain coming down
Red rain is pouring down
Red rain is coming down all over me
I’m bathing in
Red rain coming down
Red rain is coming down
Red rain is coming down all over me
I’m begging you
Red rain coming down
Over me in the red red sea
Over me
Over me
Red rain .

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

#15

Eu queria te dizer que a maioria daqueles sonhos que a gente contava a cada estrela cadente se concretizou.
Queria que você ficasse sabendo que passei por mil desgraças&desavenças na cidade grande pra fazer jus a todas as horas deitadas na grama planejando o futuro mais lindo que duas garotas do interior poderiam ter.
Queria você me maquiando, modelando minhas sobrancelhas, escolhendo e dividindo roupas, comendo bolinho de chuva mais cru que o normal pelo menos umas 2 vezes na semana.
Queria um dia inteiro na piscina com você. Eu branquela você dourada. As duas pouco se importando com o sol. Rir, tirar outra foto épica como aquela, brincar na água igual criança e sair correndo as 15:30 pra conseguir assistir o nosso Tricolor acabar com qualquer time do mundo.
Queria meu primeiro porre de novo. Queria nossas primeiras rebeldias e mentiras. Queria aquele cara só mais um pouquinho, por que só fiquei com ele por sua causa. Queria ter aquela liberdade de te ligar a qualquer horario, ficar umas 3 horas no telefone falando as mesmas coisas que a gente falou a manhã toda na escola.
Isso tudo é tão passado, e você mudou tanto. A saudade imensa que sinto de tudo que passou segura minhas pernas e eu caminho pra longe, pra sofrer menos, mas com tanta dificuldade…você nem imagina. E você nao imagina por que ficou mesmo pra trás, ficou com aquela que sonhava e ria e lutava contra o mundo todo. Hoje você é tão outra pessoa, que só conheço como meu sinônimo de saudade. E se a insensatez e desprendimento que aprendi a ter com você também não tivessem me deixado, eu só queria te ligar e dizer que a única vez que eu supostamente te abandonei é porque tinha certeza que tinha sido esquecida antes. Até porque é impossivel, pra mim, deixar pra trás uma parte tão linda e feliz da minha vida.
Até importa quanto desses 12 anos passamos longe, por causa da falta que você me faz, mas amor não conhece os anos, os quilômetros de distância. O meu amor conhece você, e isso pra mim basta.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

after the sunset.

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you are not lost. you are right here.
cleaning the dust at your door.
lets kill time and watch the sunrise.
close your eyes dear. a brand new day is like me.
it's by your side.
so close your eyes, dear.
I swear I can help you cleaning all the dust.
taking all the sorrow away.
but now love, the sunrise is so close.
and i want you to watch it. ‘cause is all for you.
I bring new days, everyday, only for you.
open up now dear. here it is.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

#20

 

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Tudo isso sempre foi uma enorme confusão.
Minha cabeça nunca esteve em ordem. Numa ordem que se analisada por alguém, esse se sentiria em casa e saberia facilmente o porquê do lugar de cada coisa.
Eu não sei o porquê do lugar de cada coisa.
Como abrir o armário do quarto de um estranho, de um estranho que você logo identifica como um nostálgico inveterado, um romântico assumido e um colecionador de pequenos e variados objetos.
As coisas estão ali, porque estão, oras. Sei exatamente onde devem ficar, mas não o motivo. Sei que é desse jeito que a paisagem deve estar, e você pode tirar tudo do lugar inúmeras vezes, que eu coloco tudo de volta, como se não tivesse sido tocado.
E as coisas não evoluem. E a limpeza, sempre procrastinada. Quando chega aquela parte do ano, ou da vida, que seja, que é decidido que já foi guardado muita coisa inútil e tá na hora de repassar, já que não é nem recordada a existência e alguém pode fazer melhor proveito.
Nunca chegou esse momento pra mim.
Deve ser por isso esse peso. Essa vontade de deixar algo em casa, pra aliviar a dor nos ombros, antes de sair.
Talvez se comprasse uma caixinha, colasse uma etiqueta "determinado ano" e separasse esse ano em duas partes, "trauma" e  "felicidade". Colocasse o primeiro item inteiro nela, e fechasse e só abrisse algum dia para fins de pesquisa. Não como lugar comum pra cada conversa entre nós, pra cada decisão e pra me assegurar de que fiz as escolhas corretas, na medida do possível, naquela altura da vida.
Numa bagunça dessa é difícil acertar tanto. Porque é dificil enxergar com clareza. O peso sempre atrapalhou bastante, me deixa cansada, falta o ar.
Estou quase saindo de casa com a roupa do corpo dia desses, pra te mostrar que eu posso, as vezes, fazer o inacreditável e me livrar de sei lá quantas toneladas de nostalgia.
Eu não sei onde vou parar, nem como retornar, e nem quanto tempo consigo ficar assim. Livre. Mas por certas pessoas, por mim e por alguém que dispensa algum tempo lendo isso, vale a pena tentar. E se eu mudar de idéia, o que não seria nenhum absurdo, eu sei exatamente o lugarzinho de cada coisa. O mapa rumo à tragédia eu sei de cor, e salteado.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

#5

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As vezes me pego sentada em frente a esse computador - com coisas pra colocar e dia e as redes sociais sendo atualizadas a cada segundo – completamente absorta, mas não em qualquer lugar, percorrendo umas estradas. Algumas eu sempre refaço, outras eu não deveria nem lembrar como se faz pra chegar.Todas são velhas conhecidas.

Imagino então como seria se em diversas situações, eu não tivesse levado tão a sério aquilo tudo que entendo e explico como sendo eu. Indo contra vontades, opiniões, delírios e certezas gerais ou isoladas. Sempre parei e ponderei se aquela atitude-lugar-característica serviam pra tudo que eu desejava continuar sendo.

Te juro que eu poderia estar casada agora, poderia estar vivendo loucamente como Calígula – com inúmeros “rockstars” no meu círculo social - ter te esquecido, esquecido seu endereço e a cor dos seus olhos, estar loira ou ruiva, de cabeça raspada ou com o típico cabelo abaixo da cintura. Poderia ser contra bebida-cigarros-drogas e me formado em biologia, ter continuado no interior a vida toda e ser o orgulho da mamãe.
Mas isso tudo era tão não-eu mesma que cá estou. Morrendo de amor por tudo aquilo que eu poderia ter sido, por tudo aquilo que eu desejei e não tive e FELIZMENTE por tudo que eu tenho.

Meus sonhos estão atados a mim de uma forma severamente consistente. Eles são exatamente os mesmos desde que eu comecei a querer coisas/pessoas/experiências pra minha vida. Surgiram novos, mas os antigos e não realizados, não foram substituídos.

(Com tanta dedicação assim eu realmente mereço que você me leve pra fazer a route 66, no cadillac eldorado vermelho de estofado branco, ouvindo Led Zeppelin.)

Poucas pessoas se dedicam tanto pra manter seus sonhos vivos, e tão pouco para realizá-los.
Malditas contradições.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

#27

Sabe aquelas sextas de caminhos tortos, passos falsos e algum tipo de expectativa sem motivo?
Inverno de frio ameno. Cerveja que demora pra esquentar. Pulmões aceitando a nicotina como se já fosse parte do todo.

Ele era amigo de um conhecido, flutuando portal afora e tornando a noite mais estrelada.
Do tipo que te desafia, te tira do estreito e te empurra pro novo. Impossível nao adentrar o portal depois de um convite tão gentil.

Com ele é como se eu fizesse parte do todo, mas o todo fosse alheio a mim. Apesar da multidão, considero aquela como uma noite solitária. Mesmo com a companhia dele. Ele não te conta sobre a infância, nem sobre seus méritos ou derrotas. Mas eu senti uma enorme necessidade de confidenciar tudo, de consentir tudo, ceder as rédeas, deixá-lo conduzir a noite.

Cores. Calor. Frio. Risadas. Sede.
A felicidade veio acompanhada de um entendimento profundo sobre a vida, no geral. Depois de algumas poucas horas de diálogo com ele, me senti a dona da minha verdade. Percebi que ostentava o meu destino, percebi que fazia parte de algo muito maior e ao mesmo tempo muito mais simples do que poderia imaginar.

-Vou ao banheiro.
-Ah, ok!
-Me espera?
-Claro, estamos juntos, baby.

Não estávamos. Não fisicamente. Mas é o tipo de presença que se sente quando se recorre a lembrança daquela noite. Perguntei se o tinham visto. Sentido. Experimentado.

-Sim.
-Tá, mas ele foi pra onde?
-Costuma ir embora, depois de algumas horas. Sempre foi assim. Sempre sem avisar.
-E como é quando ele voltar? Ele volta?
-Não. Isso tudo que você ta sentindo, que você experimentou é seu. Ele não volta mais pra buscar.
-É? Vamos pra casa.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Play it again, will you?

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E não é bem assim mesmo?
Ah essas pessoas sensíveis nesse mundo tão caótico….

ps- Schulz, sempre tão preciso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

#musicmonday 9 – Lulu Santos com Apenas Mais Uma de Amor.

Rock/Pop nacional não faz muito parte da minha vida, muito menos desse blog.
Mas as letras do Lulu sempre narraram tão bem minha vida. E o mais gostoso é que divido isso com umas pessoas queridas demais. 
Toda vez que vou assisti-lo a ocasião é sensacional. Nesse fim de semana além de sensacional, foi MUITO inesperada.
Surpresas boas. Que delícia.

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

#30

Imagino que supostamente essa deveria ser a última carta pelo seu significado. Depois de recolher tanta coisa perdida por aí, escrevendo as outras cartas, seria mais fácil saber o que dizer a si mesmo. Mas desde que li esse trecho, tento decorá-lo, pra dizer a mim mesma como uma prece, cada vez que vejo meu reflexo. Antes mesmo de saber da existência dessas cartas. Por que com ele descobri a minha, ao menos por um dia.

“There is no escape. You can’t be a vagabond and an artist and still be a solid citizen, a wholesome, upstanding man. You want to get drunk, so you have to accept the hangover. You say yes to the sunlight and pure fantasies, so you have to say yes to the filth and the nausea. Everything is within you, gold and mud, happiness and pain, the laughter of childhood and the apprehension of death. Say yes to everything, shirk nothing. Don’t try to lie to yourself. You are not a solid citizen. You are not a Greek. You are not harmonious, or the master of yourself. You are a bird in the storm. Let it storm! Let it drive you! How much have you lied! A thousand times, even in your poems and books, you have played the harmonious man, the wise man, the happy, the enlightened man. In the same way, men attacking in war have played heroes, while their bowels twitched. My God, what a poor ape, what a fencer in the mirror man is — particularly the artist — particularly myself!”

Desculpe me apropiar Hermann Hesse, mas foi inevitável.