quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Branco.

Não consigo mais.
Nem tentei.

Mentira.

Tentei. Ficou uma merda.
Aí desisti. Desisto de quase nada nessa vida.
Não deveria desistir de escrever também.
Sei que soa como se estivesse desistindo pra sempre. Não é isso. Só que há tempos que as palavras vem aos montes. Rasgando um tipo de barreira. Uma necessidade imediata e irresistível.

Mas tem horas que tudo é branco.

Tem horas que viver tem cor. Escrever sobre a vida é branco. É a mistura de tudo.
É confuso e vazio. A escrita sempre tem que ser a sobra do que se vive. O irremediável. O não dito. O que vale a pena ser lido relido citado.

Escrever por escrever me cansa. Assim como viver por viver.
To fazendo meu melhor nesse momento. Com esse lance de vida. Almejando sabe?
Olhando longe longe. Tentando atravessar o oceano. Calculando rotas e destinos.
Coloquei o difícil como meta.
Pra mim que desiste de quase nada colocar o difícil como meta não tem volta. É o irremediável.
Aquilo que merece ser escrito lido e até citado.

Mas tem horas que…
Filtrar todo esse branco é tao exaustivo.