terça-feira, 25 de janeiro de 2011

interminável por um minuto.

Tua cabeça quer te levar a tantos lugares
todos os lugares, de uma só vez.
Mas teus pés cansam, e logo desistem.
Teu coração se apressa em achar um lugar onde poderia passar a vida toda
e a vida toda é muito pouco pra conhecer todos os lugares.

A mente devaneia demais.
O corpo nunca acompanha.
é a eterna luta entre o que é,
e o que você gostaria que fosse.

O sol brilha e queima lá de cima
as gotas de suor rolam nuca abaixo.
A vida é tão perene quanto as gotas
caindo,
interminável por um minuto.

Você logo acha a sombra
teus pés cansados param
teu coração desiste de procurar
e sua mente continua
vagando livremente
quase como se te obrigasse
e você fica,
surdo. Consistente. Previsível.
Uma rocha.

Por mais longe que esteja
está perto da morte
quando desiste da vida,
só te resta a morte.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

2010 in Review.

1. What did you do in 2010 that you’d never done before?
Work in a nice place.
Take care of my health.
2. Did you keep your New Year’s Resolutions, and will you make more for next year?
No.
3. Did anyone close to you give birth?
No.
4. Did anyone close to you die?
No.
5. What countries did you visit?
As always, none.
6. What would you like to have in 2011 that you lacked in 2010?
A car and a trip to somewhere in Europe.
7. What date from 2010 will remain etched upon your memory, and why?
November 21.
8. What was your biggest achievement of the year?
Stop destroying my health with crap stuff.
See a Beatle live.
9. What was your biggest failure?
I didnt read a lot of great books.
I didnt saw a lot of great movies.
I missed Bon Jovi and Stone Temple Pilots concert.
10. Did you suffer illness or injury?
Not too much.
11. What was the best thing you bought?
My purple Notebook.
12. Whose behavior merited celebration?
Mine.
13. Whose behavior made you appalled and depressed?
Mine.
14. Where did most of your money go?
Beers. Concerts.
15. What did you get really, really, really excited about?
Paul McCartney.
16. What song will always remind you of 2010?
Let Me Roll It.
17. Compared to this time last year, are you:
i. happier or sadder? Happier.
ii.thinner or fatter? Thinner.
iii. richer or poorer? Richer.
18. What do you wish you’d done more of?
Writing and travel.
19. What do you wish you’d done less of?
Drink and Eat.
20. How will you be spending Christmas?
Family. Grandma and mom, perfect as can be.
21. Did you fall in love in 2010?
How couldn’t I?
22. How many one-night stands?

23. What was your favourite TV program?
Californication.
24. Do you hate anyone now that you didn’t hate this time last year?
I don’t hate anyone.
25. What was the best book you read?
A lot of Bukowski.
26. What was your greatest musical discovery?
Buddy Guy. Howlin’ Wolf.
27. What did you want and get?
Money. Freedom.
28. What was your favourite film of this year?
Crazy Heart. The Wrestler.
29. What did you do on your birthday, and how old were you?
23. I laughed, drink beer and listen good music with great friends.
30. What one thing would have made your year immeasurably more satisfying?
My job and Paul McCartney.
31. How would you describe your personal fashion concept in 2010?
Not so black.
32. What kept you sane?
Write. Aguas de Lindóia. Beer.
33. Which celebrity/public figure did you fancy the most?
Sartre, Jeff Bridges, Linda McCartney, David Lee Roth and Shiloh Jolie-Pitt.
34. What political issue stirred you the most?
Elections.
35. Who did you miss?
Myself some years ago.
36. Who was the best new person you met?
2 or 3 really awesome…
37. Tell us a valuable life lesson you learned in 2010:
“There is no escape. You can’t be a vagabond and an artist and still be a solid citizen, a wholesome, upstanding man. You want to get drunk, so you have to accept the hangover. You say yes to the sunlight and pure fantasies, so you have to say yes to the filth and the nausea. Everything is within you, gold and mud, happiness and pain, the laughter of childhood and the apprehension of death. Say yes to everything, shirk nothing. Don’t try to lie to yourself.” – Hermann Hesse.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sem mais.

Se fosse coisa boa, óbvio que, de mim não se aproximava.
Os corretos, de boa índole, família estável e olhar sincero passam longe. Atravessam a rua quando me veem.
E por algum motivo, eu faço o mesmo.
Então lá estava você, e incrível como cresceu e mudou. E ficou exatamente aquilo que eu imaginaria se tivesse pensado em você no futuro e se conhecesse o tipo de pessoa que você se transformou.
Alguns passos a frente estava eu, admito um pouco bebada, admito também que bem cansada.
E consigo admitir, apenas hoje, que a situação seguinte foi um equívoco.

Pra que estender um erro por mais tempo?
Assim como o resto dos humanos, tenho essa mania irritante de querer tudo certo. Com você é tudo muito errado.

Sem mais. Passar bem.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A novidade é que tudo aqui é velho.

 

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Tanto barulho na virada de ano, cansa.
E quando tudo retorna ao silêncio de sempre, aí que a coisa fica preta mesmo.

É como se antes de viajar você tivesse tentado dar descarga na merda toda, e quando volta vê que era muita merda pra pouca privada. Tudo entupido. Merda transbordando.

E aí me resta ir planejando os próximos finais de semana. Feriados. Bebedeiras.
Me sinto tão desconfortável com esse tal de “viva o agora”. O passado feliz e o a promessa de um futuro…bom, a promessa de um futuro apenas, me conforta.

Me despedi de um ano da mesma maneira indiferente de sempre. Um ano após o outro. Se pensar bem foi só um dia que acabou, isso acontece sempre, com mais frequência do que eu gostaria. Acumulo de horas. De tempo subjetivo. Os anos não passam disso. Merda pra poeta definir, talvez.

O pior mesmo foi chegar mais perto dos 30. Me despedir de você. Tentar manter a mesma indiferença, pra afastar a dor. Mas quando se trata de juventude e amor, a dor é sinônimo.

Volta, 18. Volta, você.
Continua 2011. Pouco importa.

Mas você, volta logo.