quarta-feira, 30 de março de 2011

#22

“I'm the rainbow in your jail cell
All the memories of
Everything you've ever smelled
Not alone, I'll be there
Tell me when you wanna go.”

Um dia você vai entender que amor nada tem a ver com egoísmo.
Não sei como ou quando. Não sei como funciona essa sua cadeia, espiral, sequencia de pensamentos. Não sei nem como funcionam os meus, ao certo. Então não consigo criar uma tese e prever um dia.
Mas faz parte da evolução, meu amor. E te desejo toda a evolução que seu cérebro consiga sustentar, plenamente.
Faz parte da evolução amar incondicionalmente um dia, de um jeito que dói, mas não dói por você – dói pelo outro.
O egoísmo nada tem mesmo a ver com amor, não consigo imaginar os dois nem na mesma frase quanto mais no mesmo coração. E se eu fosse apostar, ia de all in que o seu está cheio, transbordando egoísmo. Você totalmente contaminado de você mesmo. Por que a gente precisa de alguém que amenize nossas piores características, como um vestido bonito numa moça feia. Um yang pro nosso yin.
Você é pura escuridão, meu amor. E se eu chego abrindo as janelas, você fecha as cortinas e me bota pra fora.
Infelizmente, cansei de tentar me manter dentro. Infelizmente, se você quiser um dia de risadas leves e matar as saudades estarei a disposição.

terça-feira, 29 de março de 2011

Um pouco de morte num dia tão belo.

“It’s hard to die
when all the birds are singing
in the sky
Now that spring is in the air
pretty girls are everywhere
Think of me and i´ll be there
We had joy, we had fun, we had
seasons in the sun.
But the hills that we climbed were
just seasons out of time.”

Belo dia.
Sol brilhando nesses dias longos e quentes.
O sol brilhando e queimando o lombo dos trabalhadores, tornando difícil se manter são até o fim do expediente.
Sol apodrecendo rapidamente os restos de comida no lixão, decompondo o cadáver no terreno baldio.
Traz vida, acelera a morte.
Acelera a minha morte.
Brilha tão forte, acende toda essa escuridão. Deixa claro todo esse vazio. Fica fácil de enxergar - nada é meu e nem vai ser. Tem muito desgraçado. Falta quem se importe. Quem compreenda que tudo dentro desse peito ME PERTENCE, e eu vou doando, emprestando sem receber na mesma moeda.
Muita gente lutando contra por simples instinto. Ou por falta dele.
Não que eu precise de coisas minhas exclusivamente COMIGO, com esse tom mesquinho. Preciso de mim, do que me mantém em pé e do que me faz abrir a janela todo dia disposta a enfrentar tudo que existe até onde minha vista alcança, isso é certo. Preciso saber aproveitar os dias ensolarados, mais certo ainda.
Talvez esses sentimentos sejam mesmo como crianças que você cria/cultiva pra outros, pra deixar torrando nesse mesmo sol que te pagou uma vida com muita morte.
Preciso mudar a rota dessa vida ou tirar a vida da minha rota.
Aquele exato momento onde o sol para de me incomodar e que eu começo a ofuscar tanto brilho.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Boas Novas–Parte 2.

  • Grandes shows foram confirmados. Se você é como eu que sonha com os dias gloriosos em Sunset Strip, LA, dando um role com os caras do Mötley depois de um show memorável em 1983, deve estar tão feliz quanto eu.
    Acontece que pela primeira vez na história da humanidade o Mötley Crüe vai tocar no Brasil. Mais precisamente dia 17/05 (ver um show desses numa terça – tem que ser MUITO true) com a formação original, não tão linda quanto antes (Vince Neil de príncipe a sapo na velocidade da luz), mas tão sensacional quanto, garanto-lhe. Feche os olhos e imagine o barulho do motor da Harley na intro de Girls, Girls, Girls, fala aí se não é de chorar?
    O ruim: lá fora a tour do Mötley está bem mais foda, o Poison abre e o NY Dolls faz uma participação especialíssima. Em SP o show de abertura vai ser de um tal de Buckcherry, banda que nunca tive interesse em ouvir, enfim ouvi e concluí que é um Stone Temple Pilots piorado e mais malvadinho. Melhor que qualquer possível banda nacional? SIM. Melhor que Poison? NEM SE NASCER DE NOVO.

189600_10150127986501544_42549466543_6443079_7742626_n_thumb[3]

sexta-feira, 25 de março de 2011

Boas novas–Parte 1.

O primeiro semestre de 2011 foi cheio de novidades sensacionais, and you know it.
Se não sabe, postarei as principais. Vejam se concordam e sintam-se livres pra discordar e/ou citar outras. Postarei em duas (ou três) partes por que odeio posts gigantes.

  • Different Gear, Still Speeding.
    Tenho pavor de bandas de depois de 1994, com direito a arrepios e fuga desesperada. Mas eis que Oasis chegou ao fim, e o Liam não consegue ficar um ano parado sem fazer nada, só bebendo&fumando&trepando (thanks god). Então o meu amor detodavida reuniu todos os caras que estavam com Oasis ultimamente, menos a véia chata Noel – por motivos óbvios – e eis que surge o/a Beady Eye. Que em poucas palavras é GENIAL. É novo? sim. Mas é rock and roll sem frescuras e é Liam Gallagher cantando MUITO. E as músicas são ótimas, sem querer puxar uma sardinha pro meu soul mate.
    Baixe, compre, ouça, cante e dance. Impossível não se apaixonar por Different Gear, Still Speading.
    BTW, o/a Beady Eye está em tour. Oremos por uma passagem no Brasil no segundo semestre.

189044_10150101068012644_52730062643_6117976_2572672_n

the ol’ green parka is back, babe!

Listen carefully, pois essa é a MINHA música de 2011:

terça-feira, 22 de março de 2011

Clichê.

Por trás da maquiagem, tatuagens, cílios postiços e da tintura no cabelo.
Antes da bebida, da nicotina, de 15 cafezinhos toda manhã, do despertador tocando as 6, dos fones quase estourando nos ouvidos.
Quando não era familiarizada com a síndrome do pânico, os distúrbios do sono, a bipolaridade, a compulsão alimentar e os efeitos de uma vida desregrada.
Nesse tempo era habitada por uma sensação de morte. Por um ser pronto pra sair, chutando sua barriga, se revirando e contorcendo no peito.A vontade de fuga, a iminência do perigo.
O sangue correndo nas veias só por costume.

Quando conheceu o sujo, conheceu a vida. Antes era como você. Agora é apenas normal.

tumblr_lidaz9ChE71qz6f9yo1_500

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cômoda.

Preciso de uma cômoda nova, com o dobro de gavetas.
Essa que eu tenho já está cheia.
Transbordando.
Não tenho coragem de me desfazer de nada.
E se essa covardia persistir ou se esse coração não parar de bater logo, meu epitáfio poderá muito bem ser “uma colecionadora de sonhos engavetados”.

sexta-feira, 18 de março de 2011

An Ode To No One.

 

Destroy the mind,
Destroy the body,
But you cannot destroy the

Pra sextas cinzas e cheias de bosta como essa, Mellon Collie And The Infinite Sadness é um remédio, quase.

As letras são poemas. Definitivamente a obra-prima do Smashing Pumpkins.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Pessimista – Segunda parte.

Num futuro próximo o efêmero vai ser sinônimo de duradouro.

Me apego a baixa expectativa de vida dos brasileiros pra não precisar nem imaginar como isso estará daqui uns anos. Me arrepio só de visualizar um mundo cheio de Ladies Gaga. Sem os Correios. Sem um encarte de CD ou vinil com aquele cheirinho de novo ou mofo, pra ficar sentindo enquanto se ouve um rock and roll de 1970.

E os poetas? Que não podem nem acender um cigarro atrás do outro por que vai ser proibido fumar até escondido no banheiro de casa. E não podem se embriagar por causa do fígado, e tem que praticar esportes pra evitar a obesidade e um coração fraco.

Nesse mundo você tem que viver bastante e viver saudável, mas não pode incomodar ninguém.
Viver pra ver tudo isso? Tanto lixo se acumulando nas mentes, prateleiras, HDs.

De verdade, tem horas que é mesmo melhor estar morto. E até pra isso você vai precisar de permissão, num futuro próximo.

tumblr_ldoz3fYyCY1qanj5ho1_500

* Sou retrógrada ou qualquer coisa que o valha, sim. Aceitar o novo como bom é aceitar que os anos estão passando, e que tudo aquilo que você ama é velho e ultrapassado. Que você é velho, e cada dia fica mais. Amor é tão efêmero nesses tempos, mais efêmero até que o novo hit pop número 1 das rádios. E amor, na humilde opinião dessa pessoa atrasada que vos fala, tem que - no mínimo - durar uma eternidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

So long…

Crônico.
Alivia bem pouco, as vezes, mas volta.
Não há Prozac
Aspirina
Whisky
Tequila
Terapia
Grupo de ajuda
Reabilitação
que de conta.
Como câncer ou
asma.

Lobotomia talvez.
Exorcismo.
Somebody get me a doctor
capaz de entender pra onde tanta vida foi
sem a mínima decência de nem dizer
so long.

roundabout

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Reverso de Midas.

Gostava de pensar que era mesmo o último dia de sua vida. Até por que não sabia viver de outra maneira.
Vivia desesperadamente, com urgência, com pressa. Não como se desejasse o fim, mas como se necessitasse de um novo começo.

Não calculava horas, nem dias.
Não dividia seu tempo, não planejava, não premeditava.
Apenas era tudo que conseguia ser, o tempo todo.
Nunca negou nenhum de seus demônios, nunca tentou nenhum tipo de exorcismo.

Era mais fácil acordar e se encarar repleto de feridas no outro dia. Seus punhos machucados por uma eventual briga ou acesso de raiva. Fazia mais sentido encobrir uma ressaca com outra bebedeira, continuar com seus três maços de Marlboro vermelhos a cada 24 horas.
Era muito peso em cima de apenas dois ombros e de um corpo franzino. Fazia mais sentido, então, se deixasse tudo que tornava seus passos mais lentos em sua toca antes de iniciar uma nova vida. Poderia ser mesmo seu último dia.

E a última coisa que queria era que além de ser encontrado em decomposição, estivesse em sua posse todo arrependimento e amargura que colecionava, que juntou por todos os lugares que passou. Então deixava tudo, antes de sair e viver, com a mesma urgência de sempre.

Tornando todo ouro que encontrava em lixo, podre. Da mesma forma que a vida outrora fizera com ele.

tumblr_lfc1opohH61qee5q0o1_500

quarta-feira, 9 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Pessimista.

Nada pra fazer – Trabalho.
Nada pra comer – Arroz&feijão de ontem.
Nada pra beber – Cerveja barata.
Nada pra vestir – Qualquer trapo velho que te sirva.
Ninguém pra conversar – O terapeuta de merda.
Nenhum lugar pra ir – Os mesmos lugares de sempre.

Peço permissão, então, para continuar pessimista e amargo – … (Como se estivesse disposto a mudar).

tumblr_l5vy325VZf1qzhq1xo1_500